Grandes Portugueses fazem um Grande Portugal

Tem –se vindo a assistir nas últimas semanas, a discussões, debates e conversas de café, sobre o novo programa da RTP, “Grandes Portugueses”, programa que tem objectivo de eleger o melhor português da história, a partir do voto do público, discussões em que se fala se este programa será lúdico ou então programa “para vender”.
Na minha sincera opinião, este pode não ser um bom programa, porque não se deve escolher um português entre tantos, em tantos séculos de história, em que surgem milhares de “Grandes Portugueses”, e comprara figuras distintas e em tantas áreas. Ao mesmo tempo este programa tem algo de bom, fez com que as pessoas começassem de novo a discutir a sua História, muitas vezes esquecida pelo o povo português, isso e uma das coisas de louvar neste programa.
Os Portugueses por vezes esquecem a sua história, mas também esuqcem o que o seu país tem de bom na actualidade, e continuam com o seu pessimismo, para essas pessoas só tenho a dizer uma coisa, há muito de bom neste país que fica no canto da Europa, e um artigo que a minha amiga Tânia Barreto me mandou há dias, fez com eu acreditasse mais nesta teoria ou realidade, para ser correcto, foi um artigo escrito pelo Jornalista Nicolau Santos, que é o actual director do Jornal “Expresso”. Vou passar a transcrever o que ele escreveu na Revista “Exportar” e espero que leiam com atenção e acreditem que este é um grande país, e o “nosso” Portugal:
“Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados.
E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais.
E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que
produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis.
E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.
O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive - Portugal.
Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses. Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas
também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo.
E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
É este o País em que também vivemos.
É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc.
Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.
Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos
sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito.
Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão de os bons serem também seguidos?”
Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso, In Revista Exportar
Concordo Plenamente contigo, temos que dar valor áquilo que Portugal têm de melhor. Podemos ter muitas coisas más, é certo, mas também temos muitas coisas boas que por norma não são valorizadas o suficiente... e nesse artigo só se falavam em empresas, porque ainda faltava falar da gastronomia que está entre as melhores da europa e do mundo, a arte (nomeadamente a arquitectura, é claro) em em inúmeros artistas têm ganho prémios a nível internacional, sem que disso se fale, os móveis, o calçado.... Nós portugueses somos bons em muitas áreas... mas como é da nossa natureza, só nos lembramos daquilo em que somos maus. N minha opinião, que penso que seja coincidente com a tua, está n altura de dar valor ao que em portugal se faz de melhor!
Posted by
Sofia |
6:01 da tarde
Este artigo diz tudo!
Pouco ou nada posso acrescentar ao que foi escrito por Nicolau Santos. Pena que a maioria n pense como ele.
Posted by
Boogie |
11:35 da tarde
faço minhas palavras as do boogie.
isto realmente, está uma vergonha.
caguem la pros dezerte, pra floreirinhabela ou la o que é e cultivem-se!! viva a cultura, a leitura, a musica, a arte, aos espectaculos!! tudo que faça de nós grandes pessoas.
viva viva!!
Posted by
Karura |
11:31 da tarde
Ainda bem que nem tudo são desgraças cá para o nosso cantinho á beira-mar plantado. Penso que é um dos grandes defeitos do português ser extremamente pessimista... assim sendo, temos que ter em conta que, para um país que "levou" com 50 anos de ditadura (e não me venham dizer que o Salazar foi a melhor coisa que já nos aconteceu!) e que após esses 50 anos só tem tido ladrões e incompetentes a comandar os nossos destinos, Portugal até está bastante avançado. Sinceramente, deviamos dar graças a Deus por não termos um situação politica semelhante á dos paises da América Latina! Um grande bem-haja a todos os artistas que, ao contrário dos politicos, usam mentiras para dizerem as verdades!
Posted by
Smirnova |
5:25 da tarde